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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Viena

No dia 09 de setembro, vindo de trem de Bratislava, chegamos na estação Wien Westbahnhof, em Viena, às 07h41 (depois de uma viagem de 1h05min). Há vários horários, a cada uma hora até às 22h43. Valor da passagem: € 17,80.

Ficamos hospedados no Motel One Wien Westbahnhof, exatamente junto à estação (Europaplatz 3, 15). Diária, com Wi-Fi: € 90 (café da manhã: € 7,50). O hotel é excelente, sem falar na proximidade da estação de trem e da estação de metrô.

Eu e o Ricardo havíamos visitado a Áustria em 2009, mas voltamos para conhecer o que não deu tempo na primeira viagem e, com certeza, podemos afirmar que valeu a pena.

Viena é a capital da Áustria e a cidade mais populosa do país, com 1,8 milhão de habitantes. É a segunda maior cidade de língua alemã no mundo, depois de Berlim.

Viena foi durante séculos a capital imperial da Casa de Habsburgo e, assim como a capital do Sacro Império Romano-Germânico, serviu também como capital do Império Austríaco, além de ter sido uma das duas principais cidades da Áustria-Hungria, como um centro cultural e político da Europa. Chegou a ser a quinta maior cidade do mundo, depois de Londres, Nova Iorque, Paris e Chicago, atingindo mais de dois milhões de habitantes por volta de 1910. Após o fim da Primeira Guerra Mundial, a cidade perdeu, no entanto, cerca de um quarto de sua população.

O Centro histórico de Viena, que é caracterizado como o local de reinado dos Habsburgos, bem como o Palácio de Schönbrunn, são reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como Patrimônio da Humanidade.

O metrô de Viena, também conhecido como U-Bahn, tem 96 estações, 6 linhas (U1, U2, U3, U4, U5 e U6) e funciona da 5h à meia-noite. Do centro até o aeroporto, por exemplo, a viagem dura 25 minutos. Antes de deixar o hotel em que se hospedar, já pegue o mapa que será muito útil no passeio. A maioria das atrações está no Ring, um anel viário percorrido pelo metrô concentradas nesse círculo. Portanto, muito fácil de achar e conhecê-las.

Uma alternativa interessante é o Vienna Card, que dá transporte ilimitado por 72 horas e descontos em 210 atrações, cafés e restaurantes por € 19,90. Está à venda em hotéis e em alguns pontos de informações turísticas: na Albertinaplatz/Maysedergasse 1010; na Estação Central de Viena; ou em algumas bancas de revistas.

Há, também, o sightseeing de 24 horas e de 48 horas. Os preços variam de € 20 a € 35, dependendo das rotas, inclusão de tours caminhado (walking tour) e de passeios pelo rio Danúbio. Informações: bigbustours.com 

Deixamos as malas (por sorte o quarto já estava livre) e atravessamos a rua para pegar o metrô para a estação Herrengasse (na U3, mesma linha do local em que estávamos hospedados). Nosso destino inicial era a Michaelerplatz ("platz" é praça em alemão). Outra opção de estação é a Stephansplatz, também próxima.




Michaelerplatz

A praça é dominada por construções neobarrocas. Só ali há 19 pontos de interesse. Para completar o cenário, charretes e os esplendorosos cafés parisienses. O edifício mais antigo em Michaelerplatz é a Michaelerkirche, por muito tempo a igreja paroquial dos imperadores. Mais abaixo, falarei sobre ela.


Nessa área, são oferecidos passeios de charretes para se fazer o roteiro básico percorrendo pontos tradicionais e históricos, o que é uma boa maneira de ver vários lugares, ao estilo da Viena do século XIX. Ou, então, fazer o percurso a pé, como nós fizemos.

Começamos a visita pelos Kaiserappartements (Imperial Apartments ou Aposentos Imperiais) + Sissi Museum + Silberkammer (Silver Collection) = € 11,50. Há opções de tíquetes que incluem também o Schönbrunn (€ 14,50) e o Hofmobiliendepot (Imperial Furniture Collection – € 8,50).

O ideal é comprar o pacote que inclua, ao menos, três dessas atrações, para sair mais barato. Por exemplo, se pagássemos pelas 3 atrações que escolhemos separadamente, o valor final seria de € 25,50.

O Museu Sissi e a coleção de prataria da corte (Silver Collection) são muito interessantes. Neste último, além de utensílios de prata, há objetos de ouro e porcelana da louça usada pela realeza em seus banquetes e no dia-a-dia, utensílios de cozinha e de decoração e itens pessoais.

Nos Apartamentos ou Aposentos Imperiais não é possível fotografar. Apenas é possível admirar e tentar memorizar toda a beleza: cômodos para recebimento de poucos convidados ou salões para grandes eventos, além dos locais onde a família tomava café da manhã e dormitórios. Uma cerimônia secular na corte vienense era o “Foot-washing Ceremony”. Nela o imperador e imperatriz lavavam os pés de 12 homens e 12 mulheres a cada ano na Quinta-feira Santa, em lembrança ao ato de humildade realizado por Jesus Cristo ao lavar os pés dos seus discípulos.

Para a ocasião eram selecionados indigentes idosos - instruídos a lavar-se cuidadosamente antes de se apresentarem. Depois de uma refeição composta de pratos tradicionais da Quaresma, eles recebiam de presente vinho, uma taça de prata, pratos de comida e uma bolsa contendo 30 moedas de prata, uma referência às trinta moedas de prata recebidas por Judas para trair Cristo.

Os dois conjuntos de lavabos de ouro usados para a cerimônia e feitos pelos ourives principais Augsburg do século XVIII eram também utilizados para os batismos dos Habsburgos e para as abluções cerimoniais na mesa. Tais utensílios podem ser vistos no Museu da Coleção de Prata.

Próximo à saída do Museu Sissi está a bela Michaelerkirche (Igreja de São Miguel). Originalmente construída em 1221, mas posteriormente ampliada e modificada, sendo hoje composta por uma mistura de estilos arquitetônicos. A torre, com seu grande relógio, é gótica e data do século XIV. A fachada neoclássica foi projetada em 1792.

No interior, destacam-se afrescos renascentistas, o grupo escultórico acima do pórtico barroco, descrevendo a queda dos Anjos e criado por Lorenzo Mattielli (escultor italiano do último período barroco), e o órgão barroco, construído em 1714 por Johann David Sieber, que é o maior de Viena.

Na igreja, há catacumbas de pessoas enterradas entre os séculos XV e XVIII, mas as visitas ao local só podem ser feitas com guia.

A grande aventura

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